''O que o CNJ está fazendo é um caminho sem volta para o Judiciário. O próprio juiz já não pode mais prescindir das políticas públicas e de orientações do CNJ. A população já não admite que isso aconteça'', disse o corregedor nacional de Justiça sobre a troca de cargo no próximo mês. Para Gilson Dipp, as políticas públicas do CNJ são uma realidade e continuarão independente de quem esteja na presidência, qual seja a composição do conselho ou da corregedoria.
Ele avaliou seu período como corregedor, se dizendo frustrado por não ter podido realizar todas as aspirações da população em relação ao Judiciário. ''O que houve de avanço no Judiciário brasileiro dos últimos anos foi algo que vocês não imaginam. Mas fiquei um pouco supreso porque verifiquei que as irregularidades tanto administrativas, financeiras e até disciplinares que eu pensei que fossem muito pequenas e pontuais não foram tão pequenas e nem tão pontuais''.
No caso específico do Paraná, o ministro apontou o caminho para resolver os problemas na Justiça Estadual. ''Tem que cumprir as determinações do relatório. E tem de haver uma mudança de mentalidade. Saber que cargo de gestão hoje não é mais bônus de fim de carreira. É o ônus do administrador.'' Na opinião do ministro, os gestores precisam pensar menos no aspecto da carreira em si, das garantias da magistratura, e pensar mais no serviço que o Judiciário pode prestar à população. (M.R.M).

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