O governador do Acre, Orleir Cameli (PFL), admite pedir intervenção federal no Estado caso os índices de violência continuem crescendo. ‘‘Se for necessário, eu serei o primeiro a pedir intervenção’’. Cameli também sinaliza com a possibilidade de recorrer à União para garantir mecanismos de combate à onda de violência.
Em 97, o Acre teve uma onda de crimes bárbaros e até hoje insolúveis. Mais de 30 pessoas foram mortas por grupos de justiceiros (esquadrões da morte). As vítimas foram decaptadas, tiveram as pernas e braços serrados e depois jogadas nos arredores de Rio Branco.
A ação desses grupos foi denunciada ano passado ao Ministério da Justiça pelo presidente do Tribunal de Justiça do Acre, desembargador Gercino José da Silva Filho. Após fazer a denúncia, Gercino passou a ser ameaçado de morte e a receber proteção da Polícia Federal.
A PF reforçou há uma semana a segurança do desembargador. São quatro agentes que dão proteção a Gercino Silva. Na semana passada, ele se refugiou no interior de Minas Gerais, em função das ameaças. ‘‘Não vou tolerar qualquer tipo de violência, principalmente contra as autoridades constituídas’’, avisou Cameli. O governador assegura que buscará, nos próximos meses, entendimentos com as diversas lideranças políticas do Acre para garantir a governabilidade do Estado e, para isso, reuniu-se esta semana com senadores e deputados federais para pedir apoio. (AE)

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