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Londrina

Política 5m de leitura Atualizado em 29/07/2021, 20:23

Cambé se mobiliza para ter companhia independente da PM

PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 29 de julho de 2021

Rafael Machado - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

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Políticos de Cambé (Região Metropolitana de Londrina) estão se movimentando para que o destacamento da Polícia Militar da cidade não seja mais subordinado ao 5º Batalhão de Londrina. A intenção é criar uma companhia independente da corporação. Vereadores, deputados e prefeito engrossam o coro para que a Sesp (Secretaria Estadual de Segurança Pública do Paraná) tire a ideia do papel. O assunto é tema de uma reunião que ocorre nesta sexta-feira (30) na Câmara Municipal. 

Imagem ilustrativa da imagem Cambé se mobiliza para ter companhia independente da PM
 

Além da força política, Cambé tenta convencer o governo estadual com a estatística. Um estudo feito pelo 2º Comando Regional da PM, ao qual FOLHA teve acesso, apontou que a criação de uma companhia "é extremamente necessária e benéfica para a segurança pública do município". O levantamento, que demorou um ano para ficar pronto, analisou números de furtos, roubos e apreensões de drogas. A conclusão é que o destacamento autônomo é importante pelo crescimento populacional do município, que tem uma estimativa de 107.341 habitantes. 

O prefeito de Cambé, Conrado Scheller (DEM), disse que "a cidade aguarda há muito tempo essa conquista. Estamos somando forças para que o governador priorize a nossa reivindicação". O presidente da Câmara, Dr. Fernando Lima (DEM), quer que a demanda seja atendida o mais rápido possível. "Não podemos perder mais tempo. Temos que garantir esse avanço já", afirmou. 

Obstáculos à vista

O mesmo estudo que demonstra a viabilidade da companhia independente sinaliza obstáculos importantes para a concretização do sonho. Um dos problemas é o baixo efetivo. De acordo com o levantamento, Cambé tem apenas 70 agentes, sendo 59 soldados. Para atingir o legalmente previsto para o porte de um destacamento emancipado, a PM sugeriu o remanejamento de policiais de outras unidades ou a contratação de mais servidores. 

Outro empecilho são as viaturas quebradas. Onze veículos estão na oficina, sendo seis carros e cinco motos, o que corresponde a 70% da frota. A Polícia Militar indica que novos automóveis "deverão ser destinados para o emprego policial". A FOLHA tentou repercutir o assunto com o comandante do 2º Comando Regional, Hiberaldi Correia de Lima, mas não conseguiu contato. 

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