Cambé aprova criação de 81 comissionados
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 18 de julho de 2005
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Com as galerias tomadas na maioria por funcionários do alto escalão do Executivo, a Câmara de Vereadores de Cambé (13 km a oeste de Londrina) aprovou ontem em primeiro turno o projeto de lei complementar que autoriza a criação de 81 cargos comissionados na Prefeitura da cidade.
A medida foi aprovada em sessão extraordinária por seis votos a quatro, mesmo placar do projeto de lei complementar que reduz de 70% para 55% a participação de servidores de carreira em cargos de confiança, junto à redução de três anos para um nos períodos de licença. Além dessas duas matérias, os vereadores aprovaram também o projeto que regulamenta os 81 novos postos cerca de metade ganharão mais de R$ 800 , ao mesmo tempo em que esses e os já existentes recebem um reajuste de 7% nos subsídios mensais, índice semelhante ao ofertado este ano ao funcionalismo público. A segunda votação acontece em nova sessão extraordinária marcada para hoje, às 11h30.
Voto contrário nos três projetos, a vereadora Mirian Araújo, do PP, insistiu que a abertura das novas vagas, ''apesar de necessária'', deveria ser feita mediante a realização de concurso público. O Executivo alega que, dessa forma, o município ultrapassaria o limite de gastos com pessoal permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
O prefeito Adelino Margonar (PMDB) garantiu que mais da metade dos 81 cargos será ocupada por comissionados que já integram a administração, mas que devem ser realocados. Margonar argumentou que é ''urgente'' a contratação imediata em setores como o jurídico e o de educação, o que inviabilizaria a realização de concurso, processo ''mais demorado''. ''Há cerca de 570 processos no Fórum contra a Prefeitura, e temos apenas quatro advogados. Na educação, as aulas vão recomeçar e temos muitos casos de professores que se aposentaram, ou entraram em licença'', explicou. Entretanto, o peemedebista assegurou que, tão logo a Câmara volte do recesso, enviará para apreciação dos parlamentares o projeto de licitação para realização de concurso. ''Uma vez aprovada a medida, queremos estar com tudo pronto para as provas em no máximo 90 dias'', disse.


