Curitiba - A decisão do presidente em exercício do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, Paulo Roberto Vasconcelos, de revogar o edital de licitação para reforma da sede do Palácio da Justiça, em Curitiba, foi mantida, mesmo após o titular do órgão, Clayton Camargo, retornar ao cargo ontem, após período de licença médica.
Em seu despacho, assinado na quinta-feira última, Vasconcelos não esclarece o motivo pelo qual a licitação anteriormente aprovada por Camargo, no valor de R$ 79,5 milhões, foi revogada. O texto aponta apenas que a revogação "não representa prejuízo à Alta Administração quando a finalidade é preservar o interesse público mediante cristalina atuação administrativa". Ontem, em nova nota divulgada pelo TJ, a informação é de que a revogação teria "o propósito de verificar possíveis falhas no procedimento de concorrência, a pedido de advogado".
O despacho de abertura do edital já havia sido assinado pelo desembargador Clayton no último dia 5. O edital previa a contratação da empresa para uma reforma através de concorrência por menor preço. Segundo informações do TJ, a reforma abrangeria uma área de 19,9 mil metros quadrados, compreendida pelo andar térreo, mezanino e mais dez andares do prédio principal. A obra ainda iria promover a ampliação de 7,8 mil metros quadrados na sede do tribunal, com a implantação de um restaurante na cobertura, aumento das vagas de estacionamento e a construção de passarelas entre o edifício principal e o anexo.

Retorno
O desembargador Clayton Camargo entrou em férias no último dia 9 e, logo em seguida, no dia 12, teve complicações cardíacas e passou por um procedimento cirúrgico no mesmo dia. Segundo o Hospital Nossa Senhora das Graças, na capital, o presidente do órgão passou por uma angioplastia de desobstrução de artérias, com implante de três stents. Conforme a assessoria de imprensa do TJ, as férias do desembargador foram canceladas assim que o pedido de licença médica foi solicitado.
Camargo retornou ao exercício de sua função ontem à tarde, autorizado pelo médico cardiologista Alexandre Alessi. Conforme o atestado, Clayton volta às atividades normais da presidência do TJ, "com restrições de horários de trabalho, para não comprometer seu pleno restabelecimento".

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