Curitiba - Os carros que compõem a frota oficial da Assembléia Legislativa não têm qualquer tipo de identificação e o presidente da Casa, Hermas Brandão (PTB), já avisou que não pretende mudar essa regra. A atitude é bem diferente da adotada pelo Poder Legislativo dos dois maiores colégios eleitorais do Estado: Curitiba e Londrina.
Em Curitiba, os veículos são locados e chegam na Câmara já com a identificação do gabinete a que pertencem. Cada vereador tem direito a um carro e os modelos dos veículos são os mesmos para todos os parlamentares: uma Parati quatro portas, na cor branca. O custo com o combustível, bem como com o motorista, é por conta do vereador.
O presidente da Casa, João Cláudio Derosso (PSDB), diz que a medida, adotada em 2001, reduziu em 92% o número de multas nos carros oficiais. Como os carros são locados, ao recebê-los os vereadores precisam informar à empresa locadora quem é o motorista responsável. Se o carro for multado, a locadora informa ao Detran quem é o condutor. No caso do vereador não ter enviado essa informação para a locadora, a multa vai para o próprio gabinete.
Em Londrina o sistema é ainda mais econômico. Os vereadores não têm carros e nem mesmo verbas para manutenção e custeio de combustível. Segundo o presidente da Casa, vereador Orlando Bonilha (PL), a frota é composta por apenas dois veículos: um para serviços gerais e outro para a presidência e comissões permanentes. ''É uma das Câmaras mais enxutas do Paraná'', orgulha-se o presidente.
Segundo ele, alguns vereadores até reivindicam uma estrutura maior do Legislativo, mas a maioria entende que nesse momento é preciso se adequar à realidade do município, que tem outras prioridades.

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