Câmara vota projeto que eleva salários de deputados em 28,05%
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terça-feira, 08 de maio de 2007
Gabriela Guerreiro e Andreza Matais<BR>Folhapress 
Brasília - A Câmara pode aproveitar a visita do Papa Bento XVI ao Brasil, quando as atenções de parte da população estarão voltadas para o sumo pontífice, para votar o aumento nos salários dos deputados, senadores, presidente da República, ministros e vice-presidente. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse ontem que a Casa poderá votar hoje os projetos que reajustam os subsídios em 28,05%.
''Há plenas condições de votar o reajuste amanhã (hoje). Vai depender da desobstrução da pauta'', afirmou. Chinaglia disse que não vai convocar sessão extraordinária para votar os projetos. O presidente afirmou estar disposto a discutir o tema em sessão ordinária, de forma transparente, na tentativa de reduzir o impacto negativo da medida sobre os parlamentares.
Pelos projetos, os salários dos parlamentares saltariam de R$ 12.847 para R$ 16.512,09. O aumento corresponde à inflação acumuladas nos últimos quatro anos. O texto também prevê o reajuste com o mesmo índice para os salários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice, José Alencar, e dos ministros.
Lula recebe atualmente R$ 8.885 e passaria a receber R$ 11.420 se o reajuste seguir a correção inflacionária. Já o salário de Alencar e dos demais ministros subiria dos atuais R$ 8.362 para R$ 10.748.
O reajuste de 28,05% poderá ser retroativo a fevereiro deste ano -uma vez que regimento da Casa Legislativa permite que o aumento seja retroativo ao início da legislatura (iniciada em 1º de fevereiro). Há pedidos de urgência na Mesa Diretora da Câmara para a votação dos projetos que concedem o reajuste.
Além do reajuste nos salários, Chinaglia disse que pode colocar hoje em votação a PEC (proposta de emenda à Constituição) que acaba com o voto secreto no Congresso e Câmaras Legislativas.
A PEC tramita no Congresso desde 2005, quando 11 deputados acusados de envolvimento com o mensalão escaparam da cassação (perda de mandato) em votações secretas.


