Depois de rejeitar a urgência na apreciação da matéria, anteontem à noite, a Câmara de Vereadores de Londrina discute hoje em primeiro turno o projeto de lei do Executivo que abre um crédito adicional de até R$ 480 mil, junto aos encargos do Município, para pagamento de funcionários da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).
Na justificativa da matéria, a administração argumenta que a aprovação do crédito, remanejado do Fundo de Urbanização de Londrina (FUL) para o caixa da CMTU, é uma forma de ''minimizar os impactos'', em caráter de urgência, da suspensão do repasse da taxa de gerenciamento do transporte coletivo à companhia por parte da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL). A empresa, uma das concessionárias que exploram o sistema na cidade, vem depositando em juízo os cerca de R$ 280 mil previstos no contrato, uma vez que questiona o não reconhecimento da cláusula de lucro que, desde 2006, era assim encarado pela administração. Segundo a CMTU, até o último dia 5 foram depositados em juízo R$ 1.681.277,40, que, dentre outras despesas, arcam com a folha e os encargos dos mais de 200 funcionários.
Na rejeição da urgência, chamou atenção, nos bastidores, parágrafo único do projeto estabelecendo que, com a redução da taxa de gerenciamento, , ''fica o Executivo autorizado a transferir recursos ao FUL, a título de ''Interferências Financeiras'', até o montante de R$ 18.228.000,00, na Fonte de Recursos 01001 - Recursos do Tesouro Descentralizado''. O diretor de Operações da CMTU, Agnaldo Rosa, negou que se trate de uma ''carta branca'' da Câmara para o Executivo movimentar essa soma.
''Mandamos o projeto de afogadilho; os vereadores tiveram razão em negar a urgência. É que esperávamos o bom senso da empresa (TCGL) em nos liberar o recurso'', disse, para completar: ''E não existe carta branca de R$ 18 milhões, estou assumindo essa responsabilidade. Trata-se de uma questão orçamentária''. O diretor de Orçamento da Secretaria de Planejamento, Edson Souza, explicou: ''Na verdade, vamos apresnmetar uma emenda para subtrair, daqueles R$ 18 milhões, os R$ 480 mil que irão para a CMTU. A receita do FUL já estava prevista no orçamento deste ano''.

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