Câmara vota na segunda-feira se cassa ou não os mandatos de Alves e Takahashi
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terça-feira, 14 de agosto de 2018
Vitor Struck <br> Reportagem local 
A votação que pode incorrer em um fato histórico para a política londrinense teve a data marcada na sessão desta terça-feira (14). A partir das 9h da manhã desta segunda-feira (20) a Câmara Municipal de Londrina vai dar início a uma longa sessão extraordinária que pode determinar pela cassação dos mandatos dos vereadores Rony Alves (PTB) e Mário Takahashi (PV) ou pelo arquivamento da denúncia de quebra de decoro parlamentar. Caso tenham os cargos políticos cassados, ao todo, serão três vereadores em uma mesma legislatura a não concluírem os mandatos. Em outubro do ano passado, por 14 votos favoráveis e cinco contrários, a CML cassou o mandato de Emerson Petriv, o Boca Aberta.
Antes desta Legislatura, a última vez que a Câmara Municipal de Londrina cassou os direitos políticos de um vereador foi em 2008, quando Orlando Bonilha, eleito em 2014 com 4.462 pelo Partido Republicano, teve o seu terceiro mandato interrompido por unanimidade.
Comissão Processante indica a cassação
Também no final da sessão de ontem o relator da Comissão Processante, o vereador João Martins (PSL) entregou um relatório de 23 páginas com um resumo das oitivas realizadas ao longo de quase 90 dias. Acompanhado das assinaturas do presidente José Roque Neto (PR) e do membro Vilson Bittencourt (PSB), o parecer final é "pela procedência da denúncia".
"No final chegamos à conclusão que tudo o que foi dito tinha procedência dentro da legislação, que é o Código de Ética e Decoro Parlamentar e o artigo 201 (do Regimento Interno)", afirma Martins.
Questionado se o inquérito do Ministério Público foi determinante, o vereador ressaltou que o relatório é baseado na investigação realizada pela Comissão.
"Não tem como dizer que algo pesou mais, foi uma soma, um conjunto de depoimentos que buscamos, não algo que pesou mais e dali pudemos com bastante sinceridade, buscando a justiça e o que fosse mais verdadeiro. Não queremos prejudicar ninguém", afirma o relator.


