Valdir dos Metalúrgicos (SD) é suplente de Mário Takahashi e votou contra a mudança no regimento
Valdir dos Metalúrgicos (SD) é suplente de Mário Takahashi e votou contra a mudança no regimento | Foto: Devanir Parra/CML



A Câmara Municipal de Londrina tem três vereadores suplementes: Valdir dos Metalúrgicos (SD), Tio Douglas (PTB), respectivamente substitutos dos vereadores afastados pela Justiça Mario Takahashi (PV) e Rony Alves (PTB); e Jamil Janene (PP), que assumiu a cadeira em 2017 como segundo suplente da chapa, após manobra política do prefeito Marcelo Belinati (PP) – chamou o vereador eleito Fernando Madureira para assumir a FEL (Fundação de Esportes de Londrina).

Nesta quinta-feira (9), por 13 votos favoráveis e cinco contrários, os vereadores aprovaram, em primeira discussão, o projeto de resolução que faz alterações ao Regimento Interno do Legislativo e permite que esses e futuros suplentes participem de eleições para Mesa Executiva e de presidência de comissões permanentes na Casa.

Tio Douglas e Valdir dos Metalúrgicos votaram contrários, alegando impedimento pessoal por conta da "situação delicada" da Câmara com afastamento dos titulares acusados de liderar suposto esquema de corrupção. "Não me sinto favorável em votar a mudança de um regimento interno em razão da decisão judicial", disse o petebista. Já o suplente de Takahashi afirmou que não estava seguro em votar "até que que se resolva essa situação toda." Junior Santos Rosa (PSD), Roberto Fu (PDT) e Vilson Bittencourt (PSB) também viram ressalvas no projeto.

Beneficiado direto com a futura mudança regimental, Jamil Janene saiu em defesa do texto que amplia "poderes" aos suplentes. "Eu me sinto 'engessado', porque não posso participar de nenhuma comissão permanente na Casa. Como eu não pude participar da comissão do Boca Aberta por conta de uma decisão judicial", disse o pepista, em referência aos trabalhos da comissão que acabou cassando o ex-vereador Emerson Petriv, o Boca Aberta, ano passado.

Roberto Fu considera o projeto polêmico. "Acho que todos têm o direito, mesmo sendo suplentes, mas não é um momento bom." Já Filipe Barros (PSL) defendeu a tramitação do projeto e destacou que o suplente "não ocupará automaticamente o cargo de presidente das comissões." Barros disse ainda que quando convocado não assumirá o cargo na mesa executiva, "salvo em nova eleição."

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