A votação do processo de impeachment do prefeito Celso Pitta (PTN) será no próximo dia 12, às 9 horas, na Câmara Municipal. A data da votação foi marcada na sessão de ontem. Na segunda-feira, o relator da Comissão Processante, vereador Alan Lopes (PTB), entregará o relatório final do trabalho que investiga as denúncias de improbidade administrativa contra o Executivo.
Ontem a bancada do PT entrou com um novo mandado de segurança para garantir o direito de que a votação seja aberta. Pela Lei Orgânica do Município, para o prefeito ser cassado são necessários 37 votos dos 55 vereadores, em votação secreta. Na semana passada, o vice-presidente do Tribunal de Justiça, Álvaro Lazzarini, indeferiu o primeiro mandado de segurança que solicitava a votação aberta. No mandado de ontem, os oposicionistas solicitam a anulação da decisão de Lazzarini.
A estratégia da oposição é constranger os vereadores governistas dispostos a votar favoravelmente ao prefeito. Na visão da oposição, quem não quiser revelar seu voto estará revelando indiretamente o apoio ao Executivo.
Segundo aliados de Pitta na Câmara, o prefeito já começou a contemplar vereadores da bancada governista com obras em redutos eleitorais, para garantir votação favorável no processo de impeachment.
‘‘Não há justificativas no processo para votar contra o prefeito’’, admitiu um governista disposto a votar contra a cassação do mandato de Pitta. O parlamentar foi um dos contemplados com emendas no Orçamento prevendo obras em seu reduto eleitoral, na zona sul da cidade.

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