Câmara vota hoje pedido de explicações da empresa CMTU
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quinta-feira, 30 de novembro de 2000
Lúcio Horta De Londrina 
A Câmara de Vereadores de Londrina deve votar hoje o pedido de informações feito pelo vereador Carlos Eduardo Santa Rosa (PFL) sobre o aumento de capital da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), ex-Companhia Municipal de Urbanização (Comurb). O pedido recebeu duas emendas na sessão de terça-feira, uma proposta pelos vereadores Elza Correia (PMDB) e Tercílio Turini (PSDB), pedindo informações detalhadas sobre a integralização de capital da empresa, e outra de Célio Guergoletto (PMDB), questionando a distribuição das ações.
Segundo informou anteontem o atual presidente da CMTU, Gustavo Santos, o aumento do capital de R$ 603,9 mil para R$ 1,5 milhão foi aprovado pelo Conselho de Administração da empresa no dia 4 de abril, após parecer favorável do Conselho Fiscal. A operação serviu para cobrir um déficit da empresa de aproximadamente R$ 780 mil. Antes, em junho de 99, o aumento do capital autorizado foi aprovado em assembléia geral da companhia.
Ontem, o ex-presidente Celso Costa informou que o déficit já existia quando assumiu o cargo, no ano passado, no lugar de Kakunen Kyosen. Ele acrescentou que na época havia um descontrole no uso do Fundo Municipal de Urbanização que recebia repasses do Conselho de Gestão Financeira, o Cogefi, que administrava os recursos provenientes da venda das ações da Sercomtel S.A. O fundo acabou financiando praticamente todas as licitações hoje investigadas pelo Ministério Público (MP) por suspeita de irregularidades. O MP já concluiu que a maioria dos serviços contratados não foram realizados.
Segundo Costa que esteve no cargo até março de 1999 , até ele assumir o cargo era comum a Comurb usar o dinheiro do Fundo de Urbanização para fazer acerto de caixa. Corrigimos essa confusão. E a forma contábil para acertar o déficit foi o aumento de capital, como foi noticiado. Ele acrescentou que no período em que ficou na Comurb, a empresa se tornou superavitária. Foi na nossa gestão, por exemplo, que acertamos a folha de pagamento. Até então, a Comurb trabalhava com recursos do fundo, o que era proibido, destacou.


