Câmara vota hoje crédito de R$ 480 mil à CMTU
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segunda-feira, 18 de maio de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
O relacionamento entre Executivo e Legislativo deve começar efetivamente a ser testado na sessão de hoje da Câmara de Vereadores de Londrina, quando a bancada pedetista trará de volta à pauta, na forma de nova matéria, o projeto de lei que autoriza abertura de crédito adicional de R$ 480 mil para a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). A proposta, que havia sido encaminhada em abril pela gestão interina, precisava da maioria simples (10 votos) para seguir a novo turno de votação, mas foi rejeitada semana passada face aos sete votos contrários recebidos. Como foram nove votos a favor, pesou o voto da bancada petista na votação contrária, uma vez que são três vereadores no grupo - Eloir Valença, Jacks Dias e Lenir de Assis. O trio foi acompanhado por Jairo Tamura (PSB), Roberto Fortini (PTC), Rodrigo Gouvêa (PRP) e Tito Valle (PMDB).
O Executivo argumenta que o recurso é necessário para o pagamento dos servidores da companhia, uma vez que, desde março, a taxa de gerenciamento paga pelas empresas do sistema de transporte coletivo, cerca de R$ 280 mil mensais, vem sendo depositada judicialmente. O motivo foi a liminar concedida pela 5 Vara Cível à empresa Grande Londrina, que alegou descumprimento de cláusula contratual pela CMTU - referente à suspensão, na interinidade, do reajuste da tarifa autorizado em 27 de dezembro pelo então prefeito Nedson Micheleti (PT).
O líder do Executivo na Casa, Joel Garcia (PDT), afirmou que não só vai reapresentar o projeto hoje, com redação semelhante à original, como ainda vai pedir urgência na votação. Na avaliação dele, a rejeição na semana passada aconteceu ''porque alguns vereadores precisavam de mais esclarecimentos; não entenderam o projeto''. ''Quero crer que foi por esse tipo motivo, até porque em projeto assim não existe barganha'', insinuou. Para Garcia, a suposta pressão por indicação de cargos seria o pano de fundo para os obstáculos. ''Estranha o posicionamento da bancada do PT, por exemplo. Talvez as pessoas tenham a inocência de que vão indicar cargos ou algum vereador pode ter sido levado a crer que indicaria o nome da pessoa (ao prefeito). A indicação é do partido.''
Líder do PT no Plenário, Jacks Dias refutou a insinuação de barganha. ''Isso nunca houve; a verdade é que esse tipo de medida vai gerar prejuízo ainda maior para os usuários. Queremos barganhar é o seguinte: ou se aprova esse crédito ou o aumento da taxa de gerenciamento (de 4% a 6% do arrecadado), que o Executivo também quer'', afirmou Jacks. Já Lenir argumentou que ''se a todo momento a Prefeitura tiver de injetar recurso (na CMTU), vai comprometer seu próprio orçamento. Os funcionários não podem ficam à mercê disso''.


