Os líderes governistas escolheram a próxima quarta-feira como o ‘‘Dia D’’ da reforma administrativa. Nesse dia será votado o dispositivo que quebra a estabilidade do servidor público. No mesmo dia, pela manhã, os governistas pretendem votar o FEF (Fundo de Estabilização Fiscal). As duas matérias seriam votadas em segundo turno na próxima semana.
Para a última semana de convocação extraordinária do Congresso está previsto um recesso branco. Os deputados e senadores poderão visitar suas bases, com R$ 12,6 mil extras no bolso (valor líquido das ajudas de custo da convocação). O custo da convocação extraordinária ficou em R$ 26 milhões, incluindo os pagamentos extras a parlamentares e servidores.
Os líderes governistas estão inseguros quanto à aprovação da quebra da estabilidade. Na última quarta-feira, evitaram votar o dispositivo mesmo com um quórum considerado alto (477 deputados). São necessários 308 votos para a aprovação de emenda constitucional. Os governistas fizeram um acordo para atrair os dissidentes, alterando o dispositivo que prevê a demissão de servidores estáveis por mau desempenho.
Os critérios de demissão serão definidos em lei complementar (aprovada por 257 votos), assegurado o amplo direito de defesa. O estágio probatório (tempo de serviço para o funcionário conquistar a estabilidade) será reduzido de cinco para dois anos na emenda. Atualmente, é de dois anos.
O líder do PFL, Inocêncio Oliveira (PE), afirma que a convocação será um ‘‘fracasso’’ se não for concluída a reforma administrativa. Ele justificou o recuo da última quarta-feira afirmando que a base governista estava ‘‘desprevenida’’.

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