A Câmara de Vereadores de Londrina deve discutir hoje em segundo e último turno o projeto de lei que autoriza abertura de crédito de até R$ 719 mil para aquisição de equipamentos com recursos do Fundo Municipal de Reequipamento do Corpo de Bombeiros (Funrebom), junto à Secretaria Municipal de Governo.
Iniciativa do Executivo, a matéria inclui a despesa na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2004, ano em que foi aprovado na Câmara que até 30% da verba arrecadada com o Funrebom paga pelo contribuinte junto com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) seja repassada a investimentos com as outras polícias (Militar, Científica, Florestal e Civil).
De acordo com o secretário de Governo de Londrina, major Adalberto Pereira da Silva, a maior parte do recurso cerca de R$ 505 mil será destinada à aquisição de equipamentos e materiais permanentes. O restante deve ser destinado a materiais de consumo. ''Precisamos abrir licitação antes que esse recurso expire'', recomendou o secretário, citando entre as compras aparelhos de GPS (localizador via satélite), 27 motos, fotocopiadoras, barcos e centrais telefônicas.
Silva lembrou da dívida de R$ 8 milhões da Prefeitura com o Funrebom referente ao período 1995 a 2000, quando apenas R$ 4,4 milhões foram repassados à corporação. O parcelamento do débito foi autorizado pela Câmara, e, desde então, a primeira gestão do prefeito Nedson Micheleti (PT) saldou cerca de R$ 6,5 milhões, por recomendação do Tribunal de Contas do Paraná (TC-PR). ''Ano passado repassamos mais R$ 1,4 milhão e um crédito adicional de R$ 900 mil. Portanto, retirar 30% do Fundo não vai causar prejuízo à operacionalidade do grupo'', avaliou o secretário.
O comandante do 3º Grupamento do Corpo de Bombeiros em Londrina, coronel Aloísio Costacurta Vieira, afirmou que em um primeiro momento o de saneamento da dívida anterior os 30% a menos não devem afetar a corporação. Entretanto, o policial ressalvou que, no futuro, a situação pode mudar. ''Este ano isso não nos preocupa, mas quando a dívida for totalmente paga, e se essa porcentagem afetar nossa estrutura administrativa, poderemos nos manifestar desfavoravelmente'', avisou.

mockup