Curitiba A Câmara de Vereadores de Pontal do Paraná, no Litoral, deve votar nesta quarta-feira um pedido de cassação do prefeito do município, José Antônio da Silva (sem partido). O pedido foi feito após a realização de uma comissão processante que encontrou evidências da participação do prefeito em irregularidades na realização de licitações.
A comissão processante foi instalada após os vereadores do município terem investigado 75 licitações irregulares realizadas nos dois últimos anos. Foram encontrados indícios de superfaturamento, desvio de verbas e constatou-se que a empresa vencedora de algumas licitações não era a mesma que realizava as obras.
Uma das peças-chave na investigação foi o depoimento de Anacleto Paraná de Oliveira, ex-presidente da Comissão de Licitações do município. Oliveira, que foi exonerado pelo prefeito no final do ano passado quando as irregularidades surgiram, afirmou que José da Silva beneficiava-se do esquema de fraude nas licitações. Disse também que chegou a entregar fitas gravadas ao Ministério Público nas quais estariam documentadas os repasses de verbas feitos por ele ao prefeito.
Segundo o prefeito, Oliveira está agindo de maneira desequilibrada. ''Nunca recebi dinheiro de nenhum empresário. Nisso tenho a consciência limpa'', defendeu-se. Silva tem até quarta-feira para apresentar sua defesa na Câmara. Caso a maioria dos nove vereadores aprove a sua cassação, o vice-prefeito José Wigineski, o Zeca do PT, assumirá o cargo.

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