O retorno à pauta do projeto que elimina a votação simbólica fez com que a Câmara Municipal de Londrina retomasse uma discussão ainda mais antiga: a instalação de um painel eletrônico. Ontem, o vereador Antenor Ribeiro (PP) protocolou um requerimento em que solicita um estudo sobre os custos do equipamento.
Os vereadores tiveram acesso a um orçamento feito há dois anos. A empresa consultada, a mesma que forneceu o painel recém-instalado na Assembléia Legislativa, deu duas opções de modelos variando entre R$ 79 mil e R$ 119 mil. ''O orçamento da Câmara comporta isso. Podemos fazer para dar transparência às votações e de maneira mais rápida'', disse Ribeiro, afirmando que o projeto de autoria de Marcelo Belinati (PP), vai trazer mais ''embaraço'' às sessões.
O projeto, aprovado em primeira discussão na última terça-feira, recebeu ontem um substitutivo do próprio autor, com assinatura do vereador Roberto Fu (PDT). Ele estabeleceu que a votação nominal será obrigatória nas deliberações de projetos de leis, resoluções, emendas à lei orgânica, decretos legislativos, pedidos de informação, substitutivos, emendas, pareceres e requerimentos com destaque. Foram excluídos do projeto original os requerimentos feitos em bloco e os encaminhamentos - como a suspensão temporária de sessões.
O projeto foi encaminhado à Comissão de Justiça, que deve levar de 5 a 10 dias para apresentar parecer.

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