A Câmara de Vereadores de Londrina volta a discutir amanhã o pedido de abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar suposto desvio de finalidade de verbas destinadas a projetos da Fundação de Esportes de Londrina. O assunto retorna à pauta depois de ter sido retirado por 30 dias, a pedido da vereadora petista Márcia Lopes. Ela justificou que seria importante esperar a conclusão dos trabalhos da auditoria municipal. O relatório da auditoria deverá ser entregue hoje ao prefeito Nedson Micheleti (PT).
O caso teve início em agosto, quando a professora do Instituto de Educação Infantil, Luiza Cavazotti e Silva, procurou Lima para verificar a legalidade do repasse à Fundação de parte do aditivo solicitado ao projeto. O pedido de repasse teria sido feito por Paulino. Ele teria alegado que o dinheiro seria para o pagamento de despesas com passagens aéreas. Paulino chegou a ir à Câmara para dar esclarecimentos aos vereadores.
O autor do pedido de abertura da CEI, vereador Paulo Arildo (sem partido), disse ontem que se mantém favorável à continuidade do processo. ''Não considero que os esclarecimentos do Paulino foram suficientes para a não realização da CEI, e também defendo a investigação de todos os 44 projetos da Fundação'', afirmou. Arildo acrescentou que caso o parecer do auditor municipal seja divulgado à Câmara no mesmo dia, pedirá retirada de pauta do pedido, por uma sessão, para ter tempo de analisar documento.
Ontem, o vereador Leonilso Jaqueta (PMDB) comentou sobre o recebimento de informações, no final da semana passada, referentes a viagens realizadas pela Fundação em 2002, assim como a existência de acompanhantes, comprovação de pagamentos, além da folha de pagamento dos diretores e funcionários do órgão. O pedido de informações foi solicitado por ele e pela vereadora Elza Correia (PMDB).
''Os documentos indicam a realização de 16 viagens, sendo que em apenas uma delas houve o acompanhamento de três integrantes da diretoria; embora o próprio Paulino tenha declarado em entrevista que houve a participação de pessoas externas à Fundação'', lembrou Jaqueta, que requereu auxílio da procuradoria para análise dos documentos. (Colaborou Érika Zanon)

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