DivulgaçãoDebateVereadores, secretários e sindicalistas discutem a reforma administrativa: decisão será no plenárioA Câmara de Vereadores de Londrina voltou a adiar a votação da reforma administrativa proposta pelo Executivo. A primeira votação dos cinco projetos que tratam da reforma estava prevista para ontem, mas foi transferida para hoje porque os vereadores irão elaborar emendas aos projetos. Num ponto, porém, o adiamento valeu para alguma coisa: vereadores, secretários municipais e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais chegaram a um consenso sobre vários itens polêmicos da reforma.
Mas o impasse sobre a volta da jornada de sete horas de trabalho dos servidores e a redução do trabalho e atendimento ao público na Coordenadoria Especial da Mulher (CEM) continuam. Este último item chegou a ser tema de desentendimento entre o secretário-geral Gino Azzolini Neto e a vereadora Elza Correia (sem partido), titular da Coordenadoria na administração passada, quando o órgão foi criado.
Ontem, durante a discussão das propostas da reforma, o secretário defendeu a limitação do atendimento da CEM às mulheres vítimas de violência. Já Elza Correia acredita que a transformação da coordenadoria em secretaria e o fim dos programas e oficinas de prevenção da saúde e formação significam uma ‘‘proposta velada de extinção da coordenadoria’’. ‘‘Ele tem uma posição machista, preconceituosa e autoritária do trabalho da secretaria’’, critica Elza Correia. ‘‘Além do mais, ele mostrou-se muito mal educado’’, diz Elza.
A discussão entre eles esquentou depois que Azzolini Neto negou na reunião que haveria alterações ao projeto original proposto por ele em relação à CEM. A informação foi dada pela titular da pasta, Cleide Camargo, informando que as mudanças tinham sido fechadas com o aval do prefeito Antonio Belinati (PDT). Azzolini negou e ainda disse que Cleide estava mentindo. Elza Correia questionou o motivo de o secretário ter esperado a coordenadora ir embora da reunião para desmenti-la. Ele alegou que não queria constrangê-la em público. ‘‘Essa briga pessoal entre secretários não interessa aos vereadores, mas não concordo que a sociedade sofra os ônus dos cortes’’, defendeu Elza.
O secretário Gino Azzolini Neto continua colocando a reforma como ponto básico para ‘‘o bem de Londrina’’. Ele diz que as mudanças possibilitarão uma economia de R$ 630 mil mensais, além da melhoria da qualidade do serviço público. O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindiserv), Gláudio Renato de Lima, avaliou a reunião de ontem como ‘‘positiva’’, mas não deixou de criticar a postura ‘‘fechada’’ de Azzolini. Para o presidente da Câmara, Adalberto Pereira da Silva (PFL), o encontro foi ‘‘interessante’’.

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