Um estudo sobre a previsão de receita do município para o ano de 2005, feito pela assessoria contábil da Câmara de Vereadores de Londrina, com base nos orçamentos de 2004 e 2005, aponta que há condições da administração municipal conceder de imediato um reajuste salarial entre 3,01% e 6,02% aos servidores municipais. Os servidores estão paralisados desde o dia 7. Eles reivindicam uma reposição de 21%, referente às perdas acumuladas entre 2001, 2002 e 2004.
O levantamento feito por contadores da Câmara e apresentado ontem em uma reunião com representantes da Secretaria Municipal da Fazenda, do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv) e vereadores, mostra três projeções de crescimento da arrecadação para este ano. A mais pessimista, de 8%, permitiria o repasse de 3,01% aos servidores.
''Um índice de 8% de incremento da receita, daria um percentual de 4% bruto e um repasse líquido de 3,01%. Se você incrementar 10%, daria R$ 19,5 milhões (cálculo com base nos 52,52% gastos pelo município com pessoal em 2004), e um índice de 5% bruto, podendo ser repassado um percentual de 3,76% líquido. Se você incrementar o índice que todos os institutos estão apresentando, de 13% de incremento sobre o orçamento de 2004, seria uma projeção de receita de R$ 21,5 milhões, o que daria um reajustamento de 8% bruto e repasse imediato de 6,02%'', explicou o vereador e membro da Comissão de Trabalho, Administração e Serviços Públicos, Renato Araújo (PP).
Os percentuais de reposição sugeridos no levantamento incluem o reajuste de 10% para cerca de 2 mil servidores enquadrados no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). ''Esse documento será passado para o Executivo para que ele faça a aferição dos índices levantados e devolva para a Câmara um levantamento no seu conceito de avaliação para que então possamos tirar um resultado do que é possível ser passado para os servidores'', afirmou Araújo. ''Este movimento, pela resistência dos dois lados, mais do Executivo em não abrir uma franca negociação, acaba penalizando a população de Londrina. A Câmara não quer isso. A Câmara quer subsidiar tanto o Executivo como a população com índices reais que poderão ser passados aos funcionários'', concluiu.
Segundo o presidente da Comissão do Trabalho, Luiz Carlos Tamarozzi (PTB), os contadores da Casa também chegaram à conclusão de que as perdas salariais dos servidores acumuladas entre 2001 e 2004, passa de 20%. O prefeito Nedson Micheleti (PT) afirma que, no período, a reposição salarial ficou entre 27% a 31% enquanto a inflação teria somado 35%. ''O sindicato está pedindo 21% e a conclusão é de que é realmente isso devido à inflação, acima de 20%, que é o direito dos servidores. Agora temos que ver quanto o Executivo pode pagar'', afirmou.

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