Nos próximos três meses, a Câmara terá apenas cinco sessões com votações previstas. Exceto nestes dias, o deputado não será obrigado a permanecer em Brasília e poderá ficar em seu Estado fazendo campanha eleitoral. As chamadas sessões deliberativas, com votações previstas, vão se restringir a uma semana em agosto e outra em setembro. Apesar das sessões deliberativas, nenhum projeto polêmico deverá ser votado. A conclusão da votação da emenda da reforma da Previdência ficará para depois das eleições.
O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), marcou votações para os dias 11, 12 e 13 de agosto e 1º e 2 de setembro. O parlamentar tem parte de seu salário descontado quando falta a sessões deliberativas. O salário do parlamentar é de R$ 8.000.
Na quarta-feira passada, com a aprovação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), o Congresso entrou em recesso. Durante o mês de julho, uma comissão de sete senadores e 16 deputados ficará de plantão, caso seja necessária alguma medida de emergência. Os funcionários da Câmara terão duas semanas de recesso.
A partir da próxima semana, começam as obras no plenário da Câmara. O painel eletrônico de votação será substituído por um mais moderno, de R$ 1 milhão, à prova de ‘‘pianismo’’. A identificação do deputado será pelo sistema ‘‘Scanfinger’’, pela impressão digital. No momento da votação, o deputado terá de digitar sua senha e colocar o dedo polegar no sensor. Imediatamente o seu voto será computado.

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