Câmara vai à Justiça contra CEI do Eixo
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terça-feira, 08 de junho de 2004
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Câmara Municipal de Curitiba entrou ontem com um mandado de segurança contra o presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PSDB), e o presidente da Comissão Especial de Investigação (CEI) do Eixo Metropolitano de Curitiba, Neivo Beraldin (PDT). Na ação que tramita no Tribunal de Justiça (TJ), a Câmara de Vereadores questiona a legitimidade da Assembléia para investigar um assunto que seria pertinente apenas à capital.
A CEI foi montada após o ex-secretário de Obras de Curitiba Leopoldo Campos denunciar irregularidades no projeto e levantar suspeitas de superfaturamento da obra, orçada em US$ 133 milhões. O projeto do Eixo Metropolitano prevê a transformação da BR-476 (antiga BR-116) em um corredor com cinco vias, o que facilitaria o transporte urbano e integraria a região sul da cidade com os outros bairros. Os vereadores aliados ao prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), alegam que a CEI tem motivação política, com o objetivo de projetar sobretudo Beraldin e Rafael Greca (PMDB), pré-candidatos a prefeito.
Beraldin nega oportunismo e defendeu ontem a legitimidade da Assembléia para investigar o assunto. Assim como Greca. ''São acusações graves sobre uma obra que irá consumir muitos recursos e que terá impacto nos municípios vizinhos. Não entendo o motivo que leva a Câmara a tentar impedir a população de saber os detalhes da obra'', disse Baraldin.
Hoje, a partir das 9 horas, na sala das Comissões na Assembléia, a CEI volta a se reunir. Foram convocados para depor o engenheiro do Dnit, Vito Celso Mussi; o procurador do município, Maurício Sá de Ferrante; o presidente do Ippuc, Luiz Hayakawa; e o secretário de Obras de Curitiba, Nelson Leal Junior. Os três não compareceram à convocação feita na semana passada.
Um dos depoimentos mais aguardados pela comissão é o do engenheiro Vito Celso Mussi, que em 24 de setembro do ano passado enviou relatório ao coordenador da 9 Unit/Dnit, avaliando, segundo Beraldin, o projeto básico e final de engenharia para o eixo. Mussi teria relatado 53 irregularidades verificadas no projeto. (Colaborou Leandro Donatti)


