Sem surpresas, a Mesa Executiva da Câmara de Vereadores de Londrina anunciou ontem que a temporada de sessões extraordinárias da Casa tem início na próxima segunda-feira. A última sessão ordinária acontece na terça, dia 19, para quando está marcada a eleição da nova presidência.
Segundo o presidente, vereador Orlando Bonilha (PL), nem mesmo a redução do recesso parlamentar aprovada no início deste ano - caiu de 90 para 55 dias - possibilitou que a medida fosse descartada. A referência é ao excedente de matérias do Executivo comum nessa época do ano. Indagado sobre quantas sessões serão necessárias para atender a demanda, Bonilha resumiu: ''Tantas quanto for preciso''.
Por outro lado, o vereador deu o tom também ao que vem pela frente: dentro e fora do Plenário, Bonilha defendeu que os vereadores votem ainda este ano o projeto do Executivo que, ainda em primeiro turno, dispõe sobre a regulação econômica e técnica do serviço público de saneamento, com competências institucionais à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). O assunto está sem definição desde 2004, quando começaram as chamadas prorrogações emergenciais de seis meses com a Sanepar.
''Não podemos mais ser coniventes com a Sanepar ditando as diretrizes do serviço. Quem acaba perdendo é a cidade'', disse.
Outra matéria que deve voltar também na semana que vem é a que prevê a admissibilidade de 28 alterações no Estatuto do Servidor Municipal - entre as quais, algumas afetas ao direito de greve da categoria. Com as galerias compostas ontem por funcionários do Município, os parlamentares aceitaram o pedido de retirada de pauta por tempo indeterminado proposto pelo líder do prefeito na Casa, Lourival Germano (PT).
Junto às modificações no Estatuto, os edis aguardam ainda a volta do projeto que cria 10 novos cargos na Secretaria Municipal de Obras e Pavimentação. Serão gestores de engenharia e arquitetura incorporados ao Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para ''verificação e análise de projetos de obras'', diz a justificativa do projeto. Com quatro votos contrários e as ausências do dia, a admissibilidade da matéria foi rejeitada. Membros da base aliada ao prefeito, maioria na Casa, trocaram farpas passada a votação mas negaram haver um racha no grupo - Bonilha, por exemplo, atribuiu o fato às ausências.
Germano afirmou que tanto a aprovação dos novos cargos quanto as alterações no Estatuto ''são oportunas e pertinentes para ser votadas ainda este ano'', mas admitiu que, no segundo caso, os reflexos poderiam ser sentidos na folha do próximo ano. Bonilha, por sua vez, explicou que o acúmulo de material agora é ''em decorrência da greve: como a Prefeitura trabalhava em condições precárias, isso afetou o repasse de matérias para nós'', argumentou.

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