Câmara tenta retomar investigação contra o padre-prefeito
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segunda-feira, 11 de agosto de 2003
Giovana Kindlein<br>Reportagem Local 
Nova Fátima - A Câmara Municipal de Nova Fátima (31 km ao sul de Cornélio Procópio) recorreu ao Tribunal de Justiça (TJ) contra a decisão do juiz substituto James Byron Bordignon, de Santo Antônio da Platina, que determinou há 10 dias a suspensão dos trabalhos da Comissão Especial de Investigação (CEI). Os vereadores apuram o envolvimento do prefeito, padre José Delanhol (PSDB), em denúncias de superfaturamento.
O prefeito pediu, através de um mandado de segurança, o trancamento do procedimento e o arquivamento do processo apresentando como justificativa o esgotamento do prazo de 90 dias. Delanhol foi notificado da denúncia pela primeira vez em 23 de abril.
O presidente da Câmara, Luiz Fernando de Andrade Leite (PFL), disse ontem que duas testemunhas de defesa de Delanhol na CPI, os prefeitos de Assaí, Mário Sato, e de Nova América da Colina, Jovelino Donizete Godoy, foram notificados 11 vezes cada um para prestar depoimento. Segundo o presidente da Câmara, quando ambos estavam na oitava notificação e sem resposta, a CEI decidiu encerrar os trabalhos.
Segundo Andrade Leite, a Câmara estava respeitando a decisão do juiz Flávio Dariva de Resende, que suspendeu as atividades da Comissão até que os prefeitos indiciados como testemunhas indicassem local, dia e hora para seus depoimentos. ''Estamos aguardando a decisão da Justiça'', afirmou.
Estão sendo investigadas pela comissão cinco denúncias: o pagamento a uma empreiteira pela execução da rede de abastecimento de água no Conjunto Antonio Ribeiro (Vila Seca), no valor de R$ 28 mil; o pagamento de R$ 6,3 mil por uma pesquisa sobre saúde e educação; a publicação dos atos do Executivo no Paraná Repórter ao invés da Gazeta Regional, a compra superfaturada de um bisturi no valor de R$ 1 mil e a realização de shows para promoção pessoal no valor de R$ 15 mil.


