Brasília - O presidente da Câmara, Aécio Neves, disse ontem, após reunião do colégio de líderes, que haverá um esforço nas próximas duas semanas para votar as 20 medidas provisórias (MPs) que estarão trancando a pauta do plenário. Segundo ele, o esforço será no sentido de que haja sessões deliberativas também às quintas-feiras e, caso seja necessário, ele vai aplicar penas administrativas, como o desconto dos subsídios dos deputados que faltarem às votações.
Segundo Aécio, haverá uma reunião na próxima terça-feira para negociar a medida provisória do setor elétrico, que é a primeira da fila, e considerada ‘‘a mais complexa, mais polêmica e de maiores consequências na vida do País’’.
O líder do governo na Câmara, Arnaldo Mandeira, considera muito difícil, mas não impossível, que a pauta seja desobstruída nas próximas duas semanas, para a que a votação da proposta de emenda constitucional que prorroga a CPMF seja concluída, na Câmara, em meados de abril. Em consequência, haverá um mês de atraso na cobrança, o que representa a perda de receita da ordem de R$ 1,6 bilhão.
Madeira disse ainda que diante do quadro político complicado será muito difícil para o governo manter o aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido das empresas prestadoras de serviço, previsto na MP que reajustou a tabela de alíquotas do Imposto de Renda da Pessoa Física. Ele ponderou, no entanto, que os indicadores da economia brasileira são bons e o mercado está tranquilo.

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