Câmara tenta justificar verba
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sexta-feira, 15 de junho de 2001
Marta MedeirosDe Maringá 
Vereadores de Maringá apresentaram ontem um demonstrativo comparando os gastos da gestão passada com a atual para justificar as despesas com o reembolso de gabinete. Conforme o documento denominado Demonstrativo Projetado, os vereadores da gestão anterior gastavam uma média de R$ 2.622,78, enquanto as despesas dos atuais somam R$ 2.249,35 por mês.
Desde abril, quando aprovaram um projeto de lei criando uma verba de ressarcimento de R$ 3,5 mil para despesas com gabinete, os vereadores passaram a ser questionados pela comunidade. O Tribunal de Contas do Paraná (TC) iniciou uma auditoria para verificar a legalidade da verba e os gastos do primeiro mês. Além do TC, o Ministério Público (MP) abriu um inquérito civil para investigar a origem das despesas apresentadas pelos vereadores.
Em reunião ontem à tarde na Câmara, os vereadores apresentaram o resumo de despesas feitas em maio totalizando R$ 40.289,74. Em abril, o valor foi de R$ 47.236,44. Segundo o vereador Edmar Arruda (PFL), os gastos foram menores porque no primeiro mês parte dos vereadores adquiriu materiais permanentes para os gabinetes.
Dos 21 vereadores, apenas Paulo Mantovani (PSDB) não utiliza a verba. Prefiro esperar o parecer do Tribunal de Contas do Estado sobre a legalidade da verba e não correr riscos, disse Mantovani.
Entre os gastos realizados, as despesas com combustíveis chamaram a atenção do TC e do MP. No mês passado foram R$ 20.325,36, o equivalente a 12.709 litros de combustíveis, considerando o valor de R$ 1,60 o litro da gasolina vendido no município. Em maio, os vereadores gastaram ainda mais com combustível, totalizando R$ 21.569,45.
Pela lei da verba de gabinete, a Câmara passou a arcar com as despesas de combustíveis dos vereadores e assessores, uma média de três para cada gabinete.


