Câmara tem protesto antes de votação para revogar IPTU
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terça-feira, 20 de novembro de 2018
Rafael Machado e Simoni Saris<br>Grupo Folha 
Integrantes do Movimento Por Amor a Londrina iniciaram a manhã desta terça-feira com um "singelo" protesto na Câmara Municipal, que sedia nesta terça-feira (20) a discussão em primeiro turno do projeto de iniciativa popular que revoga o aumento do IPTU, aprovado em setembro do ano passado. O grupo espalhou caixões simbólicos com fotos dos vereadores e do prefeito Marcelo Belinati (PP), além de montar o protótipo de uma casa com os dizeres: "vendo esta casa - motivo IPTU-lixo".

O debate, que começa às 14h, era pra ter acontecido na semana retrasada, mas a proposta foi retirada de pauta por duas sessões. A direção do Legislativo organizou um esquema especial para que os londrinenses acompanhem a sessão. Interditadas parcialmente pelo Corpo de Bombeiros, as galerias têm capacidade de receber no máximo 126 pessoas. A entrada ocorre a partir das 13h.

Às 6h, o aposentado Nilton Silva chegou à Câmara. Na rampa que dá acesso ao prédio, colocou faixas de protesto, caixões com as fotos e os nomes dos vereadores favoráveis à poposta e uma estrutura maior, com uma casa em cima, representando Belinati.
"Cada vereador que está no caixão está politicamente morto caso vote contra o projeto de lei que revoga o aumento do IPTU", disse Silva, fundador do movimento. "O caixão com a casa em cima é do prefeito, que está sendo enterrado politicamente por ser o responsável por mandar a leilão a casa de quem não paga o IPTU. Isso é o que vai acontecer a partir do ano que vem", acrescentou.
Um telão será instalado do lado de fora do prédio para quem não conseguir entra na sede do Legislativo. A medida é válida para votações de iniciativas de grande repercussão.
Posicionamento
O secretário municipal de Fazenda, João Carlos Barbosa Perez, enviou ofício aos parlamentares ressaltando o risco que Londrina enfrentaria em uma eventual revogação, como a possibilidade da paralisação de obras públicas (Arco Leste, viaduto da Dez de Dezembro e implantação do Superbus) e da não contratação de médicos e professores, além de outros servidores.
"Não adianta aumentar se a população não tem capacidade para pagar", sinalizou André Trindade, um dos representantes do Movimento Abaixo IPTU, que também recolheu assinaturas para o projeto que pretende derrubar o aumento do tributo.


