Dos 19 vereadores da Câmara Municipal de Londrina (CML), cinco se declaram abertamente candidatos à presidência, cuja eleição será no próximo dia 18, a última sessão ordinária do ano. Oito descartam completamente postular a vaga. E outros seis não definiram se vão disputar o cargo mais alto da Mesa Diretora, composta também por vice-presidente e três secretários.
Os pré-candidatos Elza Correia (PMDB), Emanoel Gomes (PRB), José Roque Neto (PR), Péricles Deliberador (PMN) e Vilson Bittencourt (PSL) já começaram a pedir apoio aos colegas, expor suas ideias e propostas e a formar grupos. O clima de eleição interna deve esquentar mesmo na próxima semana.
Os temas mais recorrentes do período pré-eleitoral têm sido críticas à atual Mesa, composta por Rony Alves (PTB), presidente do Legislativo, Gustavo Richa (PHS), vice, e os secretários Emanoel, Vilson e Mário Takahashi (PV), e a reforma e ampliação do prédio, que tem mais de 40 anos e vários problemas estruturais.
O tom mais ácido entre os candidatos foi usado por Padre Roque, que apontou problemas administrativos não solucionados e "falta de firmeza" na condução das sessões, principalmente, em razão de suposta quebra de decoro de alguns parlamentares em seus pronunciamentos ou atitudes em plenário. "O papel da presidência é estar atento a questões de ética e decoro e chamar a atenção desses vereadores", comentou, o vereador que presidiu a Câmara entre 2009 e 2010.
Elza, também crítica da gestão de Rony, acredita que pode contribuir devido ao fato de estar na terceira legislatura, já ter sido deputada e secretária de Estado. Além das melhorias estruturais, ela destacou que atuaria na valorização institucional da Câmara, maior interação com a comunidade, participação nos "grandes debates" da cidade e valorização de servidores.
Deliberador, Vilson e Emanoel, vereadores de primeiro mandato, disseram que começaram a conversar com os colegas sobre a eleição, mas, pediram votos diretamente. "Ainda estou muito ocupado com os trabalhos da Comissão de Justiça", disse Deliberador, que preside a comissão responsável por dar pareceres a todos os projetos protocolados na Casa.
Vilson, que tem sido aliado do Executivo, espera que o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) intervenha na eleição da Câmara, o que poderia dar peso à sua candidatura: "Se eu fosse prefeito, tomaria partido, porque os interesses da Câmara e do prefeito são comuns: o interesse público". Questionado se tal interferência não fere o princípio da independência entre os poderes, o vereador disse que "em uma Câmara adulta, não".
Emanoel já defende uma plataforma de propostas, caso seja eleito: "Temos que fazer a reforma do plenário, construir o anexo, melhorar o setor de filmagem e transmissão das sessões, a segurança interna e o ar condicionado".

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