A Câmara de Vereadores de Londrina retirou ontem à noite de pauta, por tempo indeterminado, a admissibilidade do projeto de lei que cria o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para o funcionalismo público municipal. A retirada foi proposta pela vereadora Márcia Lopes (PT) para que o projeto voltasse ao Executivo e tivesse avaliadas duas substuições propostas por ele no início da tarde.
Além da discussão entre os parlamentares, o debate em torno da medida não encontrou quórum junto aos próprios servidores. De um lado do Plenário, membros do sindicato que representa a categoria (Sindserv) defendiam a criação do PCCS em razão que, com ele, ''os servidores poderão ter reajustes salariais à medida que forem promovidos'', aponta a presidente, Marlene Valadão Godoi. Entretanto, os sindicalistas encaminharam ao Executivo e ao Legislativo uma carta de repúdio ao prefeito Nedson Micheleti (PT) pelas alterações encaminhadas ainda ontem ao texto elaborado e aprovado em assembléia no mês passado. ''Com a mudança, técnicos de planejamento municipal terão gratificação de 60%, sendo que houve uma concordância de que não elas não existissem'', reclamou.
Por outro lado, com faixas de protesto, um grupo de agentes e técnicos de nível médio que não quiseram se identificar por, segundo eles, temerem retaliações, criticou a criação do PCCS da forma como está definido. ''O certo seria que se corrigissem erros do passado, como os desvios de função, e dessem isonomia nas gratificações. Tem técnico agrícola com 0% de reajuste, e, pelo PCCS que querem aprovar, há servidores que receberão índices de até 150%'', disse uma porta-voz do grupo.

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