A Câmara Municipal de Foz do Iguaçu aprovou anteontem à noite um relatório feito pela Comissão Mista, rejeitando o parecer prévio do Tribunal de Contas (TC), que aprovava as contas de 1995 do ex-prefeito Dobrandino da Silva (PMDB). No relatório, elaborado por uma empresa de auditoria, os vereadores apontam irregularidades cometidas por Dobrandino. O ex-prefeito classificou a atitude da Câmara como ‘‘politicagem barata’’.
Por 17 votos a favor, dois contra e duas abstenções, a Câmara acatou o pedido da Comissão Mista. Os integrantes da Comissão - Rosily Mezzomo (PPB), Natalino Fonseca (sem partido), Vilmar Andreola (PSDB), Irani Garcia (PDT), Hermógenes de Oliveira (PMDB) e Sérgio de Oliveira (PMDB) - alegam que o ex-prefeito favoreceu empresas, fez aditivos em contratos e burlou licitações.
A comissão denunciou 26 supostas irregularidades, entre elas a contratação sem licitação da Empresa Brasileira de Consultoria (Embrascon), no valor de R$ 39,5 mil, e aditivos de contratos com as empresas Conspel e Vega, que receberam R$ 380 mil.
A denúncia mais pesada, segundo os vereadores, é o pagamento de R$ 413 mil como idenização de uma área, cujo valor não ultrapassaria R$ 75 mil. A decisão da Câmara será enviada ainda esta semana ao promotor de Defesa do Patrimônio Público, Renan Fava, e ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A intenção dos vereadores é cassar os direitos políticos de Dobrandino.
O ex-prefeito disse à Folha que ‘‘a reprovação das contas faz parte de um esquema de perseguição orquestrado pelo gabinete do prefeito Harry Daijó (PPB)’’. Ele denunciou um esquema de pressão feito pelos secretários de Governo, Paulo Ynoue, e de Gabinete, Adilson Rabelo.

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