Câmara recua e desiste de aumento de salários
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terça-feira, 30 de setembro de 2008
Fábio Cavazotti<br>Reportagem LocalLocal 
A Câmara de Londrina rejeitou ontem a iniciativa da Mesa Diretora de reajustar em 30% os salários dos vereadores para a próxima legislatura (2009/2012) e manteve os vencimentos em R$ 5.724. A decisão, tomada após uma reunião de 20 minutos, a portas fechadas, também manteve os salários do primeiro escalão do Executivo: R$ 13.865 para prefeito, R$ 5.199 para vice-prefeito, e R$ 6.499 para secretários.
De acordo com o vereador Tercílio Turini (PPS), a proximidade com as eleições de domingo e a impopularidade da proposta selou o destino do reajuste - que foi encabeçado pelo presidente da Câmara, Sidney de Souza. As manifestações da comunidade tiveram influência sobre a votação, avaliou Turini.
Na reunião secreta, Turini e um grupo de vereadores chegaram a apresentar índice de 4% de reajuste - equivalente ao que receberam os servidores municipais nos últimos quatro anos. A falta de consenso, porém, levou à manutenção dos vencimentos no patamar atual. O projeto tem que passar por segunda votação na sessão de quinta-feira.
O vereador Sidney de Souza, que na véspera defendera o reajuste para R$ 7.441, negou ontem a iniciativa. Havia um universo de vereadores que dizia isso, mas em nenhum momento eu defendi a idéia, disse.
Pelo acordo de ontem, nenhum vereador apresentará substitutivo ao projeto para ressucitar o aumento na próxima votação.
Protesto
A divulgação do possível aumento de salários levou um único eleitor londrinense às galerias da Câmara - apesar de inúmeras manifestações pela imprensa. O bancário aposentado, Antônio José Lemos, se disse indignado com a forma de atuação dos vereadores.
Eles queriam aprovar na calada da noite, às escondidas. Isso é uma forma covarde de agir, reagiu. Outra coisa que chama a atenção é a falta de engajamento do povo. Esperava-se que mais gente estivesse aqui hoje, inclusive do sindicato de servidores municipais.
A derrubada do aumento deixou o bancário satisfeito - mas ainda desconfiado. Segundo ele, é preciso atenção para impedir mudanças de última hora na sessão de quinta-feira.


