A Câmara de Vereadores de Londrina (CML) deve receber na próxima segunda-feira um estudo, conhecido como Plano de Revitalização de Áreas Degradadas (Prad), que vai apontar como deverá ser enquadrada a mata do Marco Zero, na zona leste. A definição é importante, pois sendo Área de Preservação Permanente (APP), com a presença de nascentes de água, o local não poderá ser considerado contrapartida dos empreendedores ao município pela construção do complexo empresarial que já funciona na região, reunindo shopping center, loja de material de construção e hotel. A data foi acertada ontem durante visita de parlamentares ao empreendimento, a convite do empresário Raul Fulgêncio.
Segundo ele, se a área verde não puder ser recebida pela prefeitura como contrapartida, outras áreas pertencentes ao grupo poderão ser oferecidas. "Aqui mesmo no shopping temos uma praça de 12,8 mil metros quadrados, que vai ficar disponível para o público, e que não faz parte das obrigações impostas ao complexo, mas podemos oferecer como contrapartida", disse Fulgêncio. A legislação obriga a doação ao poder público de 35% da área construída. O terreno onde está sendo construído o Teatro Municipal compõe o espaço doado.
Para a coordenadora do grupo de trabalho da CML, Sandra Graça (SDD), autora do requerimento que cobra a definição sobre a propriedade da mata, o desfecho do caso está próximo. "Agora vamos dar os encaminhamentos com base no estudo técnico que o empresário está finalizando. Se for área de nascente e não puder ser doada, isso deverá ser compensado com outra área. Aí é estudo sequencial que deverá ser feito pela prefeitura."
A mata do Marco Zero abriga vegetação nativa da região Norte do Paraná e monumento que simboliza a chegada dos pioneiros à cidade de Londrina.

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