Câmara recebe pedido para investigar nove vereadores
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 09 de junho de 2008
Fábio Cavazotti<BR>Reportagem Local 
O apresentador de televisão, Vagner Rogel de Oliveira, protocolou ontem na Câmara Municipal pedido de abertura de processo disciplinar contra os nove vereadores acusados pelo ex-vereador Orlando Bonilha de receberem um ''mensalinho'' de R$ 1,6 mil da TCGL - empresa concessionária do transporte coletivo em Londrina. Foram citados o presidente da Câmara, Sidney de Souza (PTB), o corregedor Luis Carlos Tamarozi (PTB), o líder do executivo, Gláudio de Lima, os vereadores Jamil Janene (PMDB), Sandra Graça (PP) e Marcelo Belinati (PP), além dos vereadores afastados, Osvaldo Bergamin (sem partido), Flávio Vedoato (PSC) e Renato Araújo (PP).
A representação foi endossada por 17 usuários do transporte coletivo e cita o descumprimento de pelo menos dois itens do Código de Ética da Câmara: o artigo 9º, que trata dos procedimentos incompatíveis com o decoro parlamentar e pode levar até a cassação do mandato; e o artigo 2º, que descreve os deveres fundamentais dos vereadores, entre eles o respeito à coisa pública e à vontade popular. Os requerentes apresentaram uma cópia do depoimento de Bonilha ao Ministério Público (MP) e solicitaram prazo de dez dias para suprir alguma formalidade se a Câmara entender necessário. Na denúncia aos promotores, o ex-vereador disse que o ''mensalinho'' visa evitar críticas dos parlamentares à TCGL.
''Como a investigação depende da representação de um membro da sociedade, resolvemos agir. Esperamos uma apuração séria por parte da Comissão de Ética'', afirmou Oliveira. O requerente disse que o fato de ser pré-candidato a vereador não influiu em sua postura. ''Estou fazendo isso como cidadão'', defendeu-se.
O presidente da Comissão de Ética, Roberto Kanashiro (PSDB), disse que a representação deverá ser lida em plenário na sessão de hoje e encaminhada para a Procuradoria Jurídica. ''Para ser aceita, a representação sobre o mensalinho tem que cumprir os requisitos impostos pelo Código de Ética. Passando pela admissibildiade, terá o encaminhamento necessário à investigação'', disse. Para Kanashiro, a condição de pré-candidato do requerente não invalida sua pretensão. Todos os vereadores citados na denúncia negam ter recebido valores da TCGL. A empresa também rechaça a acusação.


