Câmara recebe hoje novo projeto sobre venda da Celular
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segunda-feira, 21 de maio de 2001
De Londrina 
Nedson Micheleti deve encaminhar hoje novo projeto à Câmara de Vereadores pedindo a extinção da lei que condiciona a venda da Sercomtel Celular à realização de um plebiscito. No primeiro projeto, que não foi aceito pela Comissão de Justiça do Legislativo, o Executivo propôs a revogação do plebiscito e a contratação de empresa especializada para definir os valores mínimos e a forma de venda das ações. Pedia ainda a dispensa da venda em Bolsa de Valores.
Segundo parecer da Comissão de Justiça, o processo sobre a venda das ações só poderá começar após a realização do plebiscito. Para evitar novo desgaste, já que precisaria de 14 votos para derrubar o parecer, o novo projeto irá propor somente a revogação do plebiscito. Além da Câmara, a venda da Celular também esbarra na Justiça, porque uma liminar proíbe a comercialização de ações da empresa.
Ontem, o prefeito reafirmou que a Sercomtel Celular precisa ser vendida até 31 de dezembro, embora reconheça que o debate não será tranquilo. Segundo ele, não há tempo para realizar um consulta popular. Até fazer o plebiscito, autorizar a venda e a venda acontecer, vai passar de janeiro. Se a Câmara autorizar a venda hoje, sem plebisicito, dificilmente isso ocorreria antes de novembro.
Na avaliação do prefeito, em janeiro a TIM começa a operar em Londrina, provocando um forte concorrência no mercado. Ele reafirmou declarações feitas à Folha de que nenhum centavo será usado para o pagamento de dívida ou cobrir déficit.
Caso haja a revogação do plebiscito, o prefeito pretende iniciar uma campanha de mídia, com o objetivo de conscientizar a população, o que não pode ser feito atualmente porque não há lei autorizando a venda da empresa.
Ontem à noite a Executiva municipal do PT iria se reunir no Sindicato dos Bancários para tentar definir uma posição em relação à venda da Sercomtel Celular. (L.R.)


