Rolândia A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Rolândia(25 km a oeste de Londrina) decidiu, em sessão na noite de quinta-feira, processar o vereador Paulo Augusto Farina (PDT) por quebra de decoro parlamentar. Farina é acusado de, na sexta-feira passada, urinar dentro da sala de outros dois vereadores, enquanto fazia uma ligação (de 62 minutos) para uma namorada em Maringá. O constrangimento ao qual Farina foi submetido quando o assunto veio à toma na última segunda-feira poderá lhe render também punições, que podem chegar até a perda do mandato.
O processo ficará a cargo da Comissão de Organização dos Poderes, presidida pelo vereador José Rubens Massuci (PSDB), um dos responsáveis pela sala usada por Farina na sexta-feira passada. Fazem parte da comissão, os vereadores Eugênio Serpeloni (PMDB) e Valdemiro Anesi (sem partido) e que também assinaram o requerimento encaminhado por Massuci solicitando abertura de processo contra Farina.
Após ser notificado oficialmente, Farina terá 20 dias para apresentar a sua defesa. A partir daí, segundo Massuci, serão ouvidas as testemunhas, tanto de acusação quanto de defesa. Entre as testemunhas, está uma zeladora da Câmara, o vereador Milton Alves (PPS), que cedeu a sala para Farina, e o próprio Farina. ''Esta fase (ouvir testemunhas) seria a mais rápida'', esclareceu Massuci.
Não está descartada também a hipótese da namorada de Farina ser chamada para depôr. Concluídos os trabalhos da comissão, cada componente emitirá um parecer, que será submetido à votação em plenário. Os pareceres poderão sugerir desde o arquivamento da denúncia até punições, como advertência por escrito, suspensão por 30 dias ou cassação do mandato.
Embora reconheça a gravidade da situação, Farina acredita que a cassação do seu mandato seria uma ''medida extremada''. Até o final da tarde de ontem ele ainda não havia sido notificado oficialmente a apresentar sua defesa, mas espera que os componentes da comissão processante ''não levem a questão para o lado pessoal''.
O pedetista, durante uma ligação para o celular de uma namorada, urinou dentro de uma garrafa plástica de 500 mililitros, deixando-a na sala. Isso, para a indignação de Massuci, a 1,5 metro de um banheiro. ''Eu defendo a cassação, mas é apenas o meu parecer entre três da comissão.''

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