Câmara prevê greve na Prefeitura também em 2007
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quinta-feira, 21 de setembro de 2006
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
A atual greve no funcionalismo público municipal de Londrina ainda nem acabou - sequer há previsão para tal, ante o impasse em negociar - e já surge o receio de uma nova paralisação em 2007. A constatação foi feita por membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de Vereadores, grupo que ontem emitiu parecer definitivo à peça orçamentária do ano que vem. Com possibilidade legal de ser votado até a última sessão do ano, o orçamento deve ir a Plenário em 15 dias. A greve completa hoje 46 dias.
Segundo o presidente da CCJ, vereador Sidney de Souza (PTB), o parecer da CCJ é conjunto com os das demais comissões permanentes da Casa, à exceção da de Finanças. Conforme o parlamentar, os 4,2% de acréscimo registrados na previsão, na comparação com os R$ 638 milhões do orçamento deste ano, é ''irrisório, reflete apenas a inflação acumulada''.
''Constatamos que as metas constitucionais em Saúde e Educação foram cumpridas, mas observamos também que é extremamente irrisório e simplista o gasto previsto com investimentos em infra-estrutura'', disse o petebista, para completar: ''Há um comprometimento de 53,45% da Receita Corrente Líquida em gastos com pessoal (o limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal é 54%), não-contabilizados os recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), mas o documento não contempla qualquer perspectiva de reposição salarial ao funcionalismo. Tememos uma nova greve em 2007, pois verificamos inclusive que esse orçamento deixa a desejar até no que tange ao cumprimento do Plano Plurianual (PPA) - ele não contempla todo o Plano'', destacou Souza.
Em relação à possibilidade de reposição de perdas salariais no ano que vem, o prefeito Nedson Micheleti (PT) afirmou em entrevista, na semana passada, que é impossível prever um índice sem conhecer a receita - a qual depende, por usa vez, da arrecadação de impostos. ''Se não houver previsão de aumento de impostos, não tem previsão de aumento de salários. Hoje, o único jeito para isso seria aumentando impostos, o que não vou fazer'', declarou, na ocasião.


