A Câmara de Londrina deve aprovar a investigação contra o prefeito Barbosa Neto (PDT). Após a votação favorável ao relatório final da CEI da Saúde, a Comissão Especial de Investigação (CEI) que recomenda a abertura de uma Comissão Processante (CP) contra Barbosa, a Casa começa a indicar posicionamentos. Para abrir uma CP, são necessários 13 votos, de um total de 19. A CEI investigou convênios do município com os institutos Atlântico e Gálatas que prestavam serviços na área da Saúde em Londrina. De acordo com o relatório, ficaram evidenciadas irregularidades tanto na contratação quanto na prestação dos serviços pelas Oscips. O relatório também afirma que o prefeito tem responsabilidade nas irregularidades, daí o pedido de abertura da CP.
Caso a Câmara siga a tendência apresentada durante a votação do relatório - aprovado com 11 votos na noite de terça-feira última - a investigação pode ser aberta. Votaram a favor os vereadores Marcelo Belinati (PP), Sandra Graça (PP), Márcio Almeida (PSDB), Roberto Kanashiro (PSDB), Gérson Araújo (PSDB), Jacks Dias (PT), Lenir de Assis (PT), Rony Alves (PTB), Ivo de Bassi (PTB), Eloir Valença (PHS) e Joel Garcia (PP). O relatório não teve nenhum voto contrário, mas cinco registraram abstenção. São eles: Roberto Fu (PDT), Sebastião da Silva (PDT), José Roque Neto (PR), Roberto Fortini (PTC) e Rodrigo Gouvêa (PTC). Os votos que faltariam para abertura de uma CP poderiam ser de dois dos três vereadores que não participaram da votação do relatório. Os vereadores Tito Valle (PMDB) e Jairo Tamura (PSB) não compareceram porque estavam participando de um congresso na Bahia. Já Renato Lemes (PP) alegou motivos de saúde. Valle e Lemes fazem parte da bancada oposicionista e, durante uma votação sobre a CP, poderiam se somar aos outros 11 que aprovaram o documento.
De acordo com a vereadora Lenir de Assis, que presidiu os trabalhos da CEI, alguns parlamentares devem manter a mesma postura sobre a CP. ''No caso da saúde, por exemplo, não há dúvidas de que houve irregularidades. Os vereadores têm que, na verdade, estar atentos aos fatos. Deixar de aprovar uma medida dessa natureza poderia ser considerado até uma irresponsabilidade'', defendeu.

mockup