Câmara pode paralisar trabalhos para debater crise
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terça-feira, 23 de agosto de 2011
Vinícius Zanin <br> <br> Reportagem Local 
A vereadora Sandra Graça (PP) propôs o trancamento geral de pauta na Câmara Municipal de Londrina. A medida inédita na Casa foi defendida ontem durante a sessão. De acordo com a vereadora é necessário que todas as discussões sejam adiadas para que se possa dar prioridade aos assuntos relativos à crise na Saúde local.
''Já temos uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) caminhando, temos uma investigação do Ministério Público, temos investigações na Justiça, vários requerimentos dos vereadores e nada chegou rapidamente e com efeito direto para o cidadão. Nós temos que buscar alternativas, trancar a pauta e chamar para cá todos os que possam ajudar nessa discussão, os que têm poder de decisão'', disse Sandra Graça. ''A gente fica acreditando que as nossas demandas documentadas e verbalizadas vão gerar algum resultado e até agora nada. Nós precisamos de uma etapa um pouco mais agressiva'', defendeu a vereadora.
Caso a proposta da parlamentar seja aceita, as votações só devem ser retomadas depois que o Executivo tiver algum encaminhamento concreto para enfrentar a crise do setor. Desde o ano passado a Saúde em Londrina vem enfrentando momentos críticos e que chamaram, inclusive, a atenção do Governo do Estado.
Segundo a vereadora, no começo do ano o secretário Estadual de Saúde, Michelle Caputto, anunciou que o Estado disponibilizaria R$ 500 mil para o enfrentamento de uma epidemia de dengue que vinha assolando o município. Meses mais tarde o Governo novamente veio até Londrina para anunciar um repasse de mais de R$ 1 milhão para custerar os plantões à distância nos hospitais locais. Agora a cidade enfrenta a iminência da paralisação dos mesmos plantões e o encerramento do Sistema de Internação Domiciliar (SID).
Sandra Graça afirmou que vai formalizar o pedido para que seja remetido à Mesa. A vereadora pretende que a própria Mesa encaminhe o trancamento. Caso não seja esse o entendimento, a proprosta deve precisar de, ao menos, 10 votos para garantir o trancamento. (V.Z.)


