A enfermeira Regina Maria Amâncio protolocou ontem na Câmara de Vereadores, um requerimento de abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) contra o prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), por ato de improbidade administrativa e desobediência judicial.
Conforme o documento, Nedson não teria cumprido a determinação do juiz Mauro Ticianelli, de juntar ao mandado de segurança que tramita na 1ª Vara Cível, cópia do processo administrativo, instaurado em 2000 que exonerou a enfermeira do quadro de servidores do município, alegando irregularidades no cartão-ponto.
Ainda com relação à decisão da comissão que avaliou o processo administrativo, Regina ajuizou um recurso contra o prefeito, tentando reverter a exoneração. Segundo ela, apesar do Estatuto do Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Município de Londrina, dispor que o recurso deve ser julgado dentro de 60 dias, improrrogáveis, ‘‘o chefe do Executivo apresentou sua decisão no prazo de 98 dias’’, configurando a improbidade.
De acordo com a advogada de Regina, Soraia Pinholato, apesar de indeferido o recurso de reintegração, o pedido de abertura da CEI, que pode cassar o mandato do prefeito, ‘‘não é vingança’’. ‘‘Estamos na busca dos direitos dela, porque tudo que está sendo alegado está sendo provado. Concordo que é muito pessoal, mas a lei garante, é um direito que pode ser exercido por qualquer cidadão, não é necessário que o interesse seja comunitário’’, justificou a advogada, afirmando que não acredita na cassação. A advogada e a enfermeira estão estudando se irão ajuizar novos recursos.
O presidente da Câmara, Tercílio Turini (PSDB), encaminhou o pedido para a procuradoria jurídica da Casa. O prefeito não quis se pronunciar sobre o assunto.

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