Arquivo FolhaDaijó: mãos livres para agirA Câmara Municipal de Foz do Iguaçu aprovou ontem no início da noite um requerimento do líder do PT, vereador Dilto Vitorassi, autorizando o prefeito Harry Daijó (PPB) a decretar a Eletrojan Iluminação e Eletricidade - empresa de Londrina e de propriedade do deputado federal e presidente do PPB do Paraná, José Janene - como inidônea para prestação de serviços públicos.
O requerimento foi proposto depois que o juiz substituto Marcello Dalla Déa quebrou o sigilo fiscal da empresa e enviou documentos ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Corregedoria da Câmara dos Deputados para que Janene possa ser processado por falsificar documentos para participar da licitação para iluminação da Avenida Costa e Silva.
A decisão da Câmara, que pode deixar a empresa fora das licitações e concorrências na cidade, recebeu o apoio do líder do prefeito na Câmara, Vilmar Andreola (PSDB), e do líder do PPB (o mesmo partido de Daijó e de Janene), vereador Mahamad Barakat. Vitorassi solicitou, ainda, que o prefeito publique o edital em órgãos de imprensa do Estado e justificou que ‘‘é uma forma de evitar que outras prefeituras sejam lesadas’’.
O líder do PT pediu ainda a suspensão dos pagamentos para a Eletrojan. De acordo com o diretor Financeiro da Companhia de Desenvolvimento de Foz do Iguaçu (Codefi) - empresa de economia mista da qual a prefeitura é a maior acionista -, Norival Nunes Silva, o últumo pagamento para a Eletrojan foi feito em março do ano passado, pelo ex-prefeito Dobrandino Silva.
Segundo o diretor da Codefi, a Eletrojan ainda tem R$ 26,2 mil a receber. No entanto - apesar de Janene ter informado que havia se desligado da empresa - o deputado protocolou um documento pedindo a revisão dos cálculos e apresentou uma planilha de custos da obra executada pela sua empresa em janeiro deste ano.
Nesse documento, Janene afirma que o débito da prefeitura com a Eletrojan é de R$ 426,2 mil. ‘‘Há uma diferença de R$ 400 mil e nós não vamos pagar essas faturas, porque a empresa está sendo questionada na Justiça’’, garante Silva.

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