Câmara pede acesso à investigação
Após coletiva dos promotores do Gepatria, a Mesa Executiva da Câmara de Londrina protocolou no Ministério Público ontem ofício no qual pede cópia integral do procedimento aberto e eventuais gravações e documentos sobre a investigação de improbidade administrativa contra o prefeito de Londrina, Marcelo Belinati.
Segundo o presidente em exercício da Câmara Municipal de Londrina, Ailton Nantes (PP), o objetivo é ter acesso aos procedimentos para que o Legislativo possa monitorar o processo. "A Câmara está, como toda a sociedade, estarrecida nesta questão", respondeu Nantes, que é correligionário de Belinati. Ele também evitou falar em possível abertura de investigação. "Cabe a qualquer cidadão este tipo de pedido. O fato de ser do mesmo partido do prefeito, para este tipo de questão não existem bandeiras partidárias."
Desde que assumiu a vaga de presidente da Casa no dia 24 de janeiro, Nantes informou que não conversou com o prefeito sobre as polêmicas do 'novo IPTU' e da taxa de lixo. Ele assumiu a vaga deixada pelo vereador afastado Mario Takahashi (PV) após deflagrada a Operação ZR3, que investiga suposta cobrança de propina para mudar zoneamento. "Não tive este contato com ele, assumimos há pouco tempo e outros fatos que estamos apurando na Câmara me impedem de ir a Prefeitura."
Informações
Ele citou o pedido de informação que pede diretamente ao Executivo explicações sobre os critérios de fiscalização dos lotes para embasar o lançamento do IPTU. O Legislativo quer saber a quantidade de condomínios fechados que não tiveram lotes desmembrados. O documento questiona ainda as secretarias de Obras e Fazenda sobre qual modelo é adotado para fiscalização e regularização cadastral para o adequado lançamento do IPTU. Além de Nantes, assinam o pedido Eduardo Tominaga (Dem), Filipe Barros (PRB) e João Martins (PSL). Eles pedem também a presença dos secretários à Câmara para dar outras explicações sobre questões da taxa de lixo e IPTU.
Nantes admitiu que a Câmara não teve tempo hábil para analisar mapas e regiões que tiveram alterações do valor venal na planta de valores e informou que a Casa precisa rever as tramitações em caráter de urgência. "A Câmara fica numa linha tênue. Ela tem que olhar o Executivo e a arrecadação para que possa atender a demanda da população, mas do outro lado temos que olhar o lado do contribuinte". (G.M.)





