A Câmara de Vereadores de Londrina deve julgar as prestações de contas dos ex-prefeitos Antonio Casemiro Belinati (PP) e Jorge Scaff (PSB) sem conceder dilação de prazo às defesas, como solicitado nas últimas semanas. A dupla teve a prestação do exercício financeiro 2000 desaprovadas pelo Tribunal de Contas do Paraná (TC-PR), e referentes ao ano em que Belinati teve o mandato cassado, em junho, pelo Legislativo.
O processo chegou para julgamento dos vereadores no ano passado, mas vem correndo desde então, sem um posicionamento definitivo, devido ao pedido de desmembramento feito pelos ex-prefeitos e pela Câmara - seria uma maneira de dividir as responsabilidades de cada um, na análise dos parlamentares. Inicialmente de acordo com a separação, este ano o Tribunal voltou atrás e a negou.
A recomendação pela desaprovação foi feita com base em uma série de supostas irregularidades cometidas por Belinati e Scaff. Entre elas, foram relacionados desequilíbrio orçamentário, a ausência de repasses para a receita necessária ao funcionamento do Fundo Municipal de Reequipamento do Corpo de Bombeiros (Funrebom), bem como as concessões irregulares de benefícios aos servidores do Município e de cestas básicas, além da contratação também irregular por meio de frentes de trabalho.
Eleito domingo deputado estadual, Belinati encaminhou no último dia 29 ao Legislativo o pedido de dilação de 15 dias no prazo - expirado exatamente ontem. Já o prazo de Scaff, vencido no último dia 21 de setembro, recebeu da defesa o pedido de prorrogação por mas 30 dias ''a partir do final da greve dos servidores públicos do município de Londrina''.
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Sidney de Souza (PTB), negou a possibilidade de novos atrasos - pelo prazo concedido pelo TC, a Câmara te, até o próximo dia 31 para julgar o parecer que pede a desaprovação.

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