A Câmara Municipal de Maringá negou, por cinco votos a quatro, o requerimento protocolado pelo diretório municipal do PCdoB que pedia a instauração de uma Comissão Processante (CP) contra a vereadora Edith Dias (PP) por quebra de decoro parlamentar. Se levada adiante, a iniciativa poderia resultar em cassação de mandato.
Edith é acusada por uma ex-assessora parlamentar de se apropriar de parte do salário da ex-funcionária desde o ano de 1997, em troca da nomeação no gabinete. Em depoimento ao Ministério Público (MP), Rosimeri Joveni disse que a primeira-secretária da Mesa Executiva lhe pagava R$ 550 mensais, enquanto o salário seria de R$ 1 mil líquidos ao mês. A denúncia contou com a apresentação de uma gravação que teria sido feita no dia 23 de dezembro entre a assessora e a vereadora, quando de um suposto acerto de contas. A defesa se Edith sustenta que tudo se trata de uma armação política contra a parlamentar.
O presidente do Legislativo, João Alves Correia (PMDB), também fala de armação contra a colega. Entretanto, ele afirmou que o fato de alguém de fora da Câmara pedir investigação contra a vereadora e isso ser negado em votação não impede que os próprios parlamentares se articulem pela medida. ''Se obtidos um terço (cinco) das assinaturas, instauramos uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito)'', comentou.
Corregedor na Câmara, o vereador Aparecido Domingos Regini (também do PP), o ''Zebrão'', afirmou que o órgão só vai investigar o caso depois de enviar e recer de volta o requerimento a ser encaminhado terça-feira à Promotoria. ''Dependendo do que nos disserem, nos sentamos com o Jurídico da Casa para decidir'', resumiu. (J.G.)

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