O presidente da Câmara Municipal de Maringá, Mário Hossokawa (PMDB), e o delegado-chefe da 9 Subdivisão Policial, Osnildo Carneiro Lemes, não acreditam que o atentado contra o prédio do Legislativo por volta de 23 horas da última sexta-feira tenha motivação política. Segundo relato do vigilante que estava de plantão dentro do prédio, uma motocicleta parou na calçada em frente à porta principal e a pessoa que estava na garupa desferiu vários tiros de pistola 9 milímetros. Por sorte, o vigia não estava sentado no local de costume, onde existe uma câmera de vigilância, mas, num sofá, no interior do prédio.
Lemes disse que depois de conversar com o presidente da Câmara, as suspeitas sobre motivação política se esvaíram. ''Não há nenhum funcionário ou vereador sendo ameaçado ou com problemas e nenhum projeto polêmico para ser votado'', afirmou. ''Não descartamos motivação política, mas consideramos uma hipótese remota.'' Para o delegado, a situação parece mais um ato de vandalismo gratuito. ''Isso é coisa de marginal e não de pessoas politizadas.''
Hossokawa explicou que há duas polêmicas em Maringá neste momento: a maioria da população é contrária ao aumento do número de vereadores - hoje são 15 e a Constitutição Federal permite até 23; e a aprovação de projeto que restringe a construção de casas geminadas. ''Houve muito descontentamento, mas acredito que o atentado não tenha relação com isso.''
Apesar das imagens do sistema de segurança, a Polícia Civil ainda não conseguiu identificar os ocupantes da motocicleta. Sabe-se que eram homens, parecem jovens, magros e altos. Em nenhum momento, ele tiraram os capacetes.

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