Mesmo após a recomendação do Ministério Público para a suspensão dos pagamentos dos benefícios aos funcionários de carreira da Câmara de Vereadores de Londrina, o presidente da Casa, Rony Alves (PTB), declarou que "não vai acatar a medida num primeiro momento". Em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira, o vereador afirmou que a Câmara vai analisar todos os certificados apresentados pelos servidores para só então decidir se suspende ou não a concessão das gratificações de cada funcionário do legislativo.

Uma comissão formada por três controladores e um advogado, todos funcionários de carreira da Câmara, vai avaliar os diplomas. A decisão foi tomada após uma reunião realizada na noite de ontem entre a procuradoria, a controladoria e a mesa executiva do legislativo. A discussão se estendeu até às 22h.

"E o direito de defesa dos funcionários? Então nós não podemos também, de forma arbitrária, suspender esses pagamentos. Mas, na medida em que esses dados forem chegando, nós trabalharemos para a suspensão das vantagens que foram concedidas aos funcionários que tiveram pagamentos a mais por cursos que nós entendemos que não têm qualquer correlação com o trabalho na casa", declarou o presidente da Câmara.

Os trabalhos da comissão devem ser concluídos até o final de abril. Após esse período, uma empresa particular vai ser contratada para realizar uma auditoria mais aprofundada com a verificação da carga horária dos cursos e as instituições que ofereceram os aperfeiçoamentos.

Na última quinta-feira, a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público recomendou a suspensão dos pagamentos para evitar mais prejuízos aos cofres públicos. Os funcionários eram beneficiados com acréscimo nos salários conforme a apresentação de diplomas de qualquer curso realizado, sem critérios estabelecidos. (Com informações das rádios Paiquerê AM e CBN Londrina)

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