Câmara livra da cassação
deputados Chicão e Adelaide
Agência EstadoBrígido e colegas: absolvido da acusação de ter alugado mandatoDepois de absolver o deputado Pedrinho Abrão (PTB-GO), o plenário da Câmara também livrou da cassação, no fim da noite de anteontem, o deputado Chicão Brígido e a suplente Adelaide Neri, do PMDB do Acre. O mandato de Brígido foi mantido por 268 votos e houve 68 votos contra. Adelaide teve 164 votos a favor da cassação e 157 contra - mas não foi cassada porque são necessários 257 votos a favor.
Brígido era acusado de alugar o mandato para a suplente Adelaide. Em troca, teria exigido receber dela a verba das sessões extraordinárias de julho e uma porcentagem do salário dos funcionários do gabinete. Desde o início desta legislatura, em 1995, já houve seis processos de pedido de cassação na Câmara e um de suspensão, atingindo nove deputados. Apenas Sérgio Naya (sem partido-MG) teve seu mandato cassado, no mês passado, por quebra de decoro parlamentar. Dono da Sersan, construtora do edifício Palace II, que caiu em março no Rio, Naya foi expulso do PPB.
Ainda está na fila o caso da suspeita de venda de votos de deputados do Acre a favor da emenda da reeleição. Ronivon Santiago e João Maia, ambos sem partido, foram acusados de trocar o voto por R$ 200 mil cada. O caso teve origem numa gravação, em que Ronivon e Maia admitiam a venda e incriminavam Brígido e os pefelistas Osmir Lima e Zilá Bezerra. Santiago e Maia renunciaram ao mandato. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) recomendou a absolvição dos outros três em outubro. O caso mais recente, também ainda não julgado pelo plenário, é o dos deputados ‘‘pianistas’’ José Borba (PFL-PR) e Valdomiro Meger (PFL-PR). Em março, Borba votou por si e por Meger, na reforma previdenciária. Meger estava em Maringá, no Paraná. A CCJ recomendou a cassação de ambos.

mockup