Câmara limita crédito adicional a Nedson
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quarta-feira, 20 de dezembro de 2000
Lúcio Horta De Londrina 
O prefeito eleito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), só vai poder abrir créditos adicionais suplementares a partir do ano que vem, sem pedir autorização do Legislativo, até o limite de 10% do valor total do orçamento metade do que dispunha o prefeito cassado Antonio Belinati (sem partido). O valor está definido na emenda modificativa 21/2000, de autoria do vereador Célio Guergoletto (PMDB) e aprovada ontem em segundo turno pelo Legislativo em sessão extraordinária. A emenda altera o artigo 9º da lei orçamentária para 2001 (lei 285/2000), também aprovada ontem em última discussão.
Guergoletto disse ontem que o novo percentual está de bom tamanho levando em conta outras propostas que davam apenas 5% ou mesmo zero de abertura de créditos adicionais. O vereador acredita que a impossibilidade de abrir novos créditos, como queriam alguns vereadores, poderia engessar a nova administração.
A emenda aprovada ontem foi uma das 179 apresentadas no orçamento municipal para 2001. Entre elas, está uma proposta do vereador Adalberto Pereira da Silva (PFL) prevendo a destinação de R$ 40 mil para a construção de um imóvel no terreno do município onde funciona o Tiro de Guerra. A proposta foi aprovada. Outras emendas polêmicas, como a de Valdemir de Araújo Carneiro (PMN), destinando R$ 20 mil para a Associação Evangélica Nova Vida e outros R$ 20 mil para a Fundação Brilho Celeste, ligadas ao vereador, foram rejeitadas.
No total, segundo o documento de autoria do Executivo, estão previstos R$ 206,9 mihões para a administração direta, R$ 154,8 milhões para autarquias e fundações e R$ 59 milhões para empresas públicas. O valor total do orçamento é de R$ 420,9 milhões aproximadamente 25% menor do que o orçamento deste ano.
As secretarias que receberão maior repasse são Educação (R$ 56 milhões) e Saúde (R$ 40 milhões). Em terceiro lugar vem a de Recursos Humanos, com previsão de gasto em torno de R$ 18 milhões. Ainda de acordo com o projeto, 54% dos recursos previstos no orçamento serão obtidos através de recursos próprios (arrecadação de impostos).
Apesar do orçamento menor, o prefeito eleito disse estar otimista em relação a 2001. O orçamento para 2001 preocupa, já que é inferior. Ele é apertado, vinculado ao pagamento de dívidas. Mas isso não é minha maior preocupação, já que vamos cumpri-lo. Mais importante é que exista a receita, afirmou Nedson à Folha na semana passada.


