O corregedor-geral da Câmara, Barbosa Neto (PMDB-GO), pediu que o STF envie à Casa as movimentações da conta corrente do Instituto Brasileiro de Estudos Sindicais (Ibes) no Commercial Bank of New York, nos Estados Unidos, para saber se o deputado Luiz Antônio de Medeiros (PL-SP) mentiu ao garantir que não foi responsável por nenhuma transação bancária no exterior. Medeiros é alvo de inquérito aberto pela Corregedoria para investigar a sua suposta participação em esquema de desvio de recursos para o exterior do Ibes, entidade ligada à Força Sindical.
Em seu depoimento à Corregedoria na semana passada, Medeiros afirmou que, durante o período em que presidiu o Ibes, não abriu, não resgatou recursos ou fez remessas para contas correntes em bancos no exterior. Se as informações obtidas pelo STF indicarem que Medeiros movimentou a conta, ele terá mentido à corregedoria e, por consequência, será alvo de um processo por quebra de decoro parlamentar, o que poderá resultar em cassação de mandato.
A documentação sobre as operações bancárias do Ibes de 1990 e 1991, anos em que Medeiros comandava a entidade, já está no STF e revela que o instituto é titular de uma conta no Commercial Bank. As informações foram encaminhadas pelo Banco Cidade, em São Paulo, por solicitação do Banco Central. Faltam, no entanto, dados sobre as supostas remessas de recursos do Ibes e da Força Sindical para fora do País e a relação dos responsáveis pelo envio do dinheiro para os Estados Unidos.
Cauteloso, o corregedor afirmou que ainda é cedo para comprovar se Medeiros mentiu sobre as transações no Commercial Bank. ''Preciso receber, primeiro, os dados do STF'', disse Barbosa Neto, que encaminhou ofício ao STF requerendo a documentação na última segunda-feira.

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