O corregedor da Câmara de Vereadores de Londrina, Rony Alves (PTB), anunciou ontem que já está instaurado na Casa procedimento investigatório sobre a conduta parlamentar do vereador Joel Garcia (PDT), que completa hoje 35 dias de prisão preventiva - 34 deles, no 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM). Alves tomou por base cópia da ação penal que tramita em segredo de Justiça na 2Vara Criminal de Londrina, de onde partiu a documentação ao Legislativo, esta semana, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
De acordo com o corregedor, ao todo são dois volumes a serem analisados por ele e um assessor de gabinete - com a ressalva expedida pelo coordenador do Gaeco, promotor Cláudio Esteves, para que seja mantido o sigilo das informações. O pedido se refere à transcrição de quebras de sigilo telefônico que, constantes da ação, teriam subsidiado o pedido de prisão por suposta interferência indevida na coleta de provas.
Alves sinalizou que, além de suposta contratação de assessora ''fantasma'', núcleo da acusação feita pelo Gaeco contra Joel, é possível que outras situações nas quais o vereador, e sob investigação da 2 Vara Criminal, já estejam para análise da Corregedoria. Além da denúncia de peculato pela suposta ''fantasma'', Joel responde ainda por supostas compra de votos na eleição passada, perante a Justiça Eleitoral, concussão, em duas denúncias criminais, e improbidade administrativa, na área cível.
Caso Gouvêa - Ontem, o presidente da CP, vereador Amauri Cardoso (PSDB), informou que a comissão, a partir de posicionamento da Procuradoria Jurídica da Casa, recusou pedido da defesa de Gouvêa para que a investigação sobre o parlamentar siga os ritos do decreto-lei 201/67. Esta semana, ao conseguir o adiamento do depoimento de Gouvêa à CP, o advogado dele, Guilherme Gonçalves, indicou eventual negativa poderia ensejar pedido posterior de nulidade dos atos da comissão. De acordo com Cardoso, a nova data de depoimento de Gouvêa ficou definida para o próximo dia 10. No mesmo dia, a CP ouve as testemunhas arroladas pelo grupo - à exceção da enfermeira Regina Amancio, que, elencada para depor (pois denunciara Gouvea ao MP, pelo mesmo caso), protocolou requerimento no Legislativo para não participar das oitivas.

mockup