Câmara investiga ação de Araújo
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quinta-feira, 20 de março de 1997
Patrícia Zanin Da Redação 
A Câmara de Vereadores de Londrina instaurou ontem uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar responsabilidades do vereador Valdemir Araújo Carneiro (PMN) e de sua assessoria na veiculação de matéria jornalística publicada por um jornal de Curitiba envolvendo o nome dos 21 vereadores, sem a autorização deles. A reportagem afirma que todos assinaram e divulgaram nota de repúdio ao que classificaram de brutal, hediondo e bestial assassinato, referindo-se à morte do pastor José Idalécio Bueno, de Ibiporã. Araújo (foto), que também é pastor, leu a nota em plenário na sessão do dia 13 e pediu a assinatura dos colegas, mas alegou que ela não seria divulgada. Somente ficará registrada nos arquivos da Casa, argumentou. Dos 21, apenas três não assinaram - Adalberto Pereira da Silva (PFL), Jaci Aguiar (PDT) e Antenor Ribeiro (PPB) -, mas todos os nomes, segundo os vereadores, foram divulgados indevidamente.
O pedido de instauração da comissão partiu de Pereira, Flávio Vedoato (PTB), Carlos Santa Rosa (PFL), Célio Guergoletto (PMDB), Beto Scaff (PSDB), Osvaldo Bergamin (PMDB) e Salvador Francisco (PSDB). O requerimento foi aprovado por unanimidade. Integram a CEI os vereadores Carlos Kita (PTB), Elza Correia (sem partido), Renato Araújo (PPB), Tercílio Turini (PSDB) e Guergoletto. A CEI tem cinco dias para indicar o presidente, o vice e o relator.
Não tenho nada a temer, garantiu Araújo. Ele disse que nem ele nem sua assessoria divulgaram a nota, mas se contradisse em entrevista coletiva e admitiu que pode ter ocorrido um equívoco de nossa assessoria. Segundo ele, foi seu assessor Gelson dos Santos, presidente do diretório municipal do PMN, quem redigiu a nota. Araújo reconheceu estudar a demissão do assessor caso seja comprovada a responsabilidade dele. Santos não quis dar declarações à imprensa.
A CEI também vai apurar o envio de um fax com papel timbrado da Câmara assinado por Araújo e Santos e encaminhado à Prefeitura de Arapongas, informando da da visita do presidente nacional do PMN, Celso Brant, a Londrina. A Casa não está fazendo esse convite e isso precisa ser apurado, diz, indignado, o presidente da Câmara.


